{"id":645,"date":"2022-04-26T11:06:00","date_gmt":"2022-04-26T15:06:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sinduscon-rr.org.br\/blog\/?p=645"},"modified":"2022-04-28T11:14:01","modified_gmt":"2022-04-28T15:14:01","slug":"construcao-mantem-antigos-problemas-mas-agrega-taxa-de-juros-e-custo-de-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sinduscon-rr.org.br\/blog\/construcao-mantem-antigos-problemas-mas-agrega-taxa-de-juros-e-custo-de-trabalhador\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o mant\u00e9m antigos problemas, mas agrega taxa de juros e custo de trabalhador"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sinduscon-rr.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/whatsapp-image-2022-04-25-at-100708.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-648\" width=\"721\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/sinduscon-rr.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/whatsapp-image-2022-04-25-at-100708.jpeg 919w, https:\/\/sinduscon-rr.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/whatsapp-image-2022-04-25-at-100708-300x168.jpeg 300w, https:\/\/sinduscon-rr.org.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/whatsapp-image-2022-04-25-at-100708-768x430.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 721px) 100vw, 721px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com o aumento de custos da constru\u00e7\u00e3o persiste e o setor \u201cganha\u201d novos problemas. H\u00e1 sete trimestres consecutivos o alto custo dos insumos \u00e9 o principal problema do setor. No entanto, a preocupa\u00e7\u00e3o com a taxa de juros vem crescendo. A falta ou o alto custo do trabalhador qualificado tamb\u00e9m tem sido um problema crescente. Estas s\u00e3o algumas conclus\u00f5es do estudo \u201cDesempenho Econ\u00f4mico da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o \u2013 primeiro trimestre de 2022\u201d, divulgado pela C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), nesta segunda-feira (25), em coletiva de imprensa.<br><br>O evento contou com a participa\u00e7\u00e3o do presidente da CBIC, Jos\u00e9 Carlos Martins, da economista da entidade, Ieda Vasconcelos, e do gerente de an\u00e1lise econ\u00f4mica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Marcelo Azevedo, que apresentou a Sondagem da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o.<br><br>De acordo com a pesquisa, a falta ou o alto custo de mat\u00e9ria-prima foi o principal problema citado por 46,7% dos empres\u00e1rios. \u201cA gente j\u00e1 convivia com problemas cr\u00f4nicos como a alta carga tribut\u00e1ria e o aumento dos insumos, mas agora a eleva\u00e7\u00e3o da taxa de juros tamb\u00e9m entrou no radar como um problema grande para o setor\u201d, afirmou Martins.<br><br>A taxa de juros elevada tem sido um problema crescente e foi destacada por 26,7% dos entrevistados. Segundo a economista Ieda Vasconcelos, este foi o maior patamar desde o segundo trimestre de 2017, que era de 27,9%. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2021, que era 11,6 pontos, a alta foi de 15,10 pontos. Este foi o problema que apresentou o maior incremento, na compara\u00e7\u00e3o do primeiro trimestre de 2022 em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano anterior\u201d, analisou. J\u00e1 a falta ou alto custo de trabalhador qualificado foi relatada por 18,2%. De acordo com o estudo, este \u00e9 o percentual mais alto desde o primeiro trimestre de 2015.<br><br>Custo dos insumos<br>O indicador de pre\u00e7o m\u00e9dio dos insumos rompeu a sequ\u00eancia de dois resultados de recuo e voltou a apresentar aumento no 1\u00ba trimestre deste ano. O \u00edndice de evolu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o m\u00e9dio dos insumos e mat\u00e9rias primas, de acordo com a Sondagem, passou de 70 pontos, no 4\u00ba trimestre de 2021, para 75 pontos de janeiro a mar\u00e7o de 2022. Isso significa, de acordo com a economista, que a percep\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio com o aumento dos custos ficou mais forte nos primeiros meses de 2022.<br><br>A alta pode ser comprovada pelo \u00cdndice Nacional de Custo da Constru\u00e7\u00e3o (INCC) \u2013 Materiais e Equipamentos, que acumulou incremento de 51,21% de janeiro de 2020 a mar\u00e7o de 2022, envolvendo quase todo o per\u00edodo da pandemia. O INCC total registrou aumento de 26,31% no mesmo per\u00edodo.<br><br>Contudo, apesar do alto custo dos insumos, o estudo aponta que a confian\u00e7a do empres\u00e1rio do setor se mant\u00e9m em patamar elevado. O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio da Constru\u00e7\u00e3o em abril deste ano chegou a 55,5 pontos. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de mar\u00e7o, o indicador manteve estabilidade (55,3 pontos).<br><br>Expectativa para o PIB<br>A CBIC aumentou a expectativa de crescimento do PIB da constru\u00e7\u00e3o em 2022 e passou de 2% para 2,5%. De acordo com a economista, desde 2013 o setor n\u00e3o cresce dois anos consecutivos e o desempenho do setor deve superar o crescimento nacional. No entanto, segundo Ieda, este crescimento de 2,5% n\u00e3o indica recupera\u00e7\u00e3o do pico de atividades econ\u00f4micas. \u201cMesmo crescendo pelo segundo ano consecutivo, a marca segue distante do pico alcan\u00e7ado em 2013. Caso continue crescendo 2,5% ao ano, o setor recuperar\u00e1 as perdas dos anos anteriores somente em 2033\u201d, ressaltou.<br><br>A especialista ainda explicou que o setor encerrou o ano de 2021 com crescimento de 9,7% em seu PIB, superando as expectativas, que indicavam alta em torno de 8%. Apesar do crescimento, a constru\u00e7\u00e3o civil perdeu participa\u00e7\u00e3o no PIB nacional e chegou a 2,6% em 2021.<br><br>O presidente da CBIC explicou o motivo dessa contradi\u00e7\u00e3o. \u201cCrescemos tanto e a participa\u00e7\u00e3o reduziu. Isso significa que o aumento dos insumos  superou o aumento da produ\u00e7\u00e3o. Isso prova os malef\u00edcios desses aumentos para a economia e para o mercado de trabalho, que poderiam ter gerado muito mais vagas n\u00e3o fossem essas altas.  O aumento de insumos, que subiram tanto,  tiraram a rentabilidade das empresas\u201d, afirmou.<br><br>Martins ainda completou: \u201cA participa\u00e7\u00e3o do PIB da constru\u00e7\u00e3o no PIB Brasil est\u00e1 abaixo do seu potencial. O espa\u00e7o \u00e9 grande e \u00e9 preciso dobrar o PIB da constru\u00e7\u00e3o para alavancar mais a economia. A constru\u00e7\u00e3o civil continua sendo uma grande ferramenta de inclus\u00e3o social, pois n\u00e3o existe programa social melhor no mundo que carteira assinada e emprego regularizado\u201d.<br><br>Mercado de trabalho<br>O mercado de trabalho formal da constru\u00e7\u00e3o vem se destacando e registrando resultados positivos. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Minist\u00e9rio do Trabalho, mostram que o setor chegou a 2.383.803 trabalhadores com carteira assinada em fevereiro deste ano, voltando ao patamar de mar\u00e7o de 2016.<br><br>Em fevereiro o setor registrou o maior saldo de novas vagas dos \u00faltimos 11 meses, abrindo 39.453 novos postos de trabalho. Considerando o per\u00edodo de junho de 2020 a fevereiro de 2021, a constru\u00e7\u00e3o apresentou saldos negativos somente em dezembro de 2020 e de 2021, quando \u00e9 considerado efeito sazonal.<br><br>Contudo, a informalidade ainda \u00e9 elevada no setor. A PNAD Cont\u00ednua mostra que o n\u00famero total de ocupa\u00e7\u00f5es na Constru\u00e7\u00e3o, considerando formais e informais, chega a 7,2 milh\u00f5es. \u201cNo auge da pandemia se observa o quanto o mercado formal caiu menos e o informal caiu muito mais. Ou seja, quem sustentou o emprego na pandemia foi o mercado formal, que \u00e9 uma curva de crescimento constante\u201d, destacou Martins.<br><br>No primeiro bimestre deste ano, apenas quatro estados (Amap\u00e1, Tocantins, Maranh\u00e3o e Par\u00e1) n\u00e3o registraram resultados positivos no mercado de trabalho formal da constru\u00e7\u00e3o.  O presidente Jos\u00e9 Carlos Martins destacou o impacto da queda de repasses para o programa Casa Verde e Amarela na gera\u00e7\u00e3o de empregos.<br><br>\u201cA alta dos juros n\u00e3o impacta tanto no FGTS por conta da taxa fixa, mas o aumento dos insumos sim. As fam\u00edlias est\u00e3o perdendo a capacidade de compra de im\u00f3veis por conta desses aumentos. Nos estados onde n\u00e3o houve resultado positivo foi por esta raz\u00e3o. O Casa Verde Amarela j\u00e1 chegou a representar 75% das vendas e agora em alguns estados est\u00e1 limitado a 40%\u201d, destacou.<br><br>Atividade<br>A evolu\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia do \u00cdndice do N\u00edvel de Atividade do setor, no 1\u00ba trimestre deste ano, atingiu 49,0 pontos, o maior patamar para o per\u00edodo, dos \u00faltimos 10 anos. O indicador tamb\u00e9m foi superior \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica, iniciada em 2010, que foi de 45 pontos. Martins destacou que o ciclo de neg\u00f3cios da constru\u00e7\u00e3o, iniciado no segundo semestre de 2020, continua produzindo resultados positivos. \u201cO contrato de ontem \u00e9 o emprego de hoje\u201d, explicou.<br><br>Desagregando o indicador do N\u00edvel de Atividade da Constru\u00e7\u00e3o por segmento, observa-se que a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios e os servi\u00e7os especializados est\u00e3o impulsionando o setor. De acordo com o presidente da CBIC, as obras de infraestrutura v\u00eam sendo diretamente impactadas pelo aumento dos combust\u00edveis e do asfalto, explicando a queda nesta atividade econ\u00f4mica do setor.<br><br>A Utiliza\u00e7\u00e3o da Capacidade Operacional (UCO) das empresas apresentou crescimento de 3% em mar\u00e7o deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e chegou a 68%, o maior desde 2014, quando estava em 69%.<br><br>Marcelo Souza Azevedo, gerente de an\u00e1lise econ\u00f4mica da CNI, destacou que o resultado sinaliza que a atividade do setor permanece aquecida. \u201cA gente percebe na ind\u00fastria de forma geral o otimismo, apesar da crise. Mas a queda da renda das fam\u00edlias tamb\u00e9m atinge a ind\u00fastria, bem como a alta da taxa de juros gera impactos como diminui\u00e7\u00e3o de investimento e redu\u00e7\u00e3o de demanda no setor\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Por: Ag\u00eancia CBIC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com o aumento de custos da constru\u00e7\u00e3o persiste e o setor \u201cganha\u201d novos problemas. H\u00e1 sete trimestres consecutivos o alto custo dos insumos \u00e9 o principal problema do setor. No entanto, a preocupa\u00e7\u00e3o com a taxa de juros vem crescendo. 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