Categorias
CONSTRUÇÃO CIVIL

Conselho do FGTS aprova aumento do limite de renda e do valor dos imóveis no Minha Casa, Minha Vida

O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta terça-feira (24), a ampliação dos limites de renda das faixas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), além do aumento do teto dos valores dos imóveis nas faixas superiores. As mudanças ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor.

Com a atualização, a faixa 1 passa a atender famílias com renda de até R$ 3.200 mensais. A faixa 2 sobe de R$ 4.700 para R$ 5 mil, enquanto a faixa 3 passa de R$ 8.600 para R$ 9.600. Já a faixa 4, voltada à classe média, tem o limite ampliado de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

A medida deve ampliar o acesso ao programa e permitir que famílias migrem para faixas com condições mais vantajosas de financiamento. A estimativa do governo é de que ao menos 87,5 mil famílias possam ser beneficiadas, com destaque para aquelas que passam a se enquadrar em categorias com melhores condições de crédito.

Além disso, o teto dos imóveis financiados também foi reajustado nas faixas superiores. Na faixa 3, o valor máximo passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na faixa 4, o limite sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Os valores das faixas 1 e 2 já haviam sido atualizados anteriormente.


Por Agência CBIC

Categorias
CONSTRUÇÃO CIVIL

Redução da jornada pode elevar em até 15% o custo da mão de obra no setor da construção, com impacto potencial adicional de R$ 20 bilhões ao ano

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode elevar em até 15% os custos com mão de obra na indústria da construção, chegando a R$ 155,6 bilhões por ano, ou exigir a contratação de 288 mil novos trabalhadores, com custo adicional de R$ 13,5 bilhões anuais. É o que mostra estudo inédito da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que analisa os impactos da proposta em discussão no Congresso Nacional.

Elaborado pela economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2024), o estudo demonstra que a mudança encareceria em 10% o custo da hora trabalhada, elevando a remuneração média de R$ 15,01/hora para R$ 16,51/hora. O efeito seria mais severo nas micro e pequenas empresas, que respondem por 98,7% dos mais de 300 mil estabelecimentos do setor, e nas construções populares, onde a mão de obra representa quase 60% do custo — proporção que varia entre 41% e 54% nos demais padrões.

“O estudo corrobora nossa preocupação com uma discussão açodada sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil”, aponta Renato Correia, presidente da CBIC. “Temos apontado a necessidade de avaliar esse tema de forma técnica, considerando dados confiáveis e questões que farão diferença, como baixa a produtividade do trabalhador falta de mão de obra. O setor da construção já enfrenta dificuldade de contratação em diversas regiões do país”.

O setor da construção emprega atualmente cerca de 3 milhões de trabalhadores formais e sua cadeia produtiva envolve aproximadamente 13 milhões de pessoas, entre fornecedores de materiais, serviços, máquinas e equipamentos.

Redução da jornada impõe três alternativas
O estudo divulgado pela CBIC aponta três cenários para compensar a perda de aproximadamente 600 mil horas de trabalho anuais. |O primeiro é reduzir o ritmo de atividade do setor da construção, sem qualquer reposição das horas perdidas. Nesse cenário, o impacto se espalharia por toda a cadeia produtiva, atrasaria obras em andamento, reduziria a oferta de imóveis e agravaria o déficit habitacional.

O segundo alternativa é a contratação de novos trabalhadores. Para repor as horas perdidas, o setor precisaria admitir 288 mil novos celetistas, sendo 111 mil só na Construção de Edifícios, 98 mil em Serviços Especializados e 79 mil em Obras de Infraestrutura. O custo adicional seria de R$ 9,9 bilhões por ano, valor que sobe para R$ 13,5 bilhões quando incluídos os encargos previdenciários e trabalhistas básicos. Com isso, o gasto total do setor com mão de obra passaria dos atuais R$ 135,3 bilhões para R$ 148,9 bilhões anuais – uma alta de 10%. Essa saída esbarra em uma realidade já conhecida pelo setor: a escassez de mão de obra qualificada e não qualificada em um mercado de trabalho que finalizou 2025 com o seu menor índice de desemprego (5,1%) desde 2012, segundo o IBGE.

O terceiro é a realização de horas extras. Considerando o adicional legal de 50%, o custo extra chegaria a R$ 14,8 bilhões por ano, ou R$ 20,3 bilhões com encargos trabalhistas básicos. O custo da mão de obra no setor subiria, então, para R$ 155,6 bilhões – um acréscimo de 15% sobre o patamar atual.

Acima da inflação
O setor da construção já opera com custos acima da inflação. O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), da FGV, acumulou alta de 5,81% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, com a mão de obra subindo 8,93% — enquanto o IPCA, indicador oficial da inflação no País, aumentou 4,44% no mesmo período. Há um agravante adicional: o nível de atividade do setor ainda está 9,43% abaixo do pico de 2014, mesmo após a recuperação pós-pandemia.

Habitação popular será a mais afetada
Os efeitos tendem a ser maiores na habitação popular, segmento em que a mão de obra representa quase 60% do custo das obras. Segundo Ieda Vasconcelos, o aumento nos custos pode pressionar o preço final dos imóveis e dificultar o acesso à moradia, especialmente para famílias de baixa renda e da classe média. Além do impacto direto nas obras, o estudo ressalta que a construção possui forte efeito multiplicador na economia. “É fundamental que essa discussão ocorra com base em dados e levando em conta seus impactos econômicos e sociais”, conclui a economista.

Por Agência CBIC
Categorias
CONSTRUÇÃO CIVIL Construção Civil em Roraima Responsabilidade social empresarial

Acordo de cooperação fortalece reinserção social por meio do trabalho no setor da Construção Civil em Roraima

Uma iniciativa que une poder público e setor produtivo está abrindo novas oportunidades de recomeço para pessoas que passaram pelo sistema prisional em Roraima. A Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social de Roraima (SETRABES-RR) e a Federação das Indústrias do Estado de Roraima (FIER) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica que busca ampliar as oportunidades de qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho para reeducandos e seus familiares.
A parceria conta com a articulação do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Roraima (SINDUSCON-RR), responsável por aproximar as empresas do setor da construção civil dessa importante ação social.


O acordo prevê a oferta de cursos de qualificação profissional pelo SENAI-RR e a intermediação de vagas de emprego por meio do Sistema Nacional de Emprego (SINE/RR), permitindo que reeducandos tenham acesso a oportunidades reais de trabalho e reconstrução de suas trajetórias. A iniciativa está alinhada aos princípios de dignidade da pessoa humana e ao direito ao trabalho, contribuindo para a redução da reincidência criminal e para a promoção da inclusão social por meio da atividade produtiva.
Para a presidente da FIER, Izabel Itikawa, o trabalho é um dos caminhos mais importantes para a transformação social. “A indústria tem um papel fundamental nesse processo, contribuindo para que pessoas tenham acesso à qualificação e ao emprego, fortalecendo a dignidade humana e o desenvolvimento do nosso estado”, enfatizou.


RESPONSABILIDADE SOCIAL
Ao mobilizar empresas do setor da construção civil por meio do SINDUSCON-RR, a entidade contribui para conectar oportunidades de emprego às pessoas que mais precisam, fortalecendo o desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade social em Roraima.
De acordo com o presidente do SINDUSCON-RR, Clerlânio Holanda, o setor da construção civil tem uma grande capacidade de gerar emprego e transformar vidas. “Estamos mobilizando as empresas associadas para que façam parte dessa iniciativa, que além de atender a uma demanda do mercado por mão de obra, também contribui para a reinserção social de pessoas que buscam uma nova oportunidade. É uma ação que une responsabilidade social e desenvolvimento econômico”, finalizou.

REINSERÇÃO SOCIAL
A primeira empresa a aderir à iniciativa em Roraima foi a EDS Construções, que passa a integrar a rede de parceiros comprometidos com a responsabilidade social e o desenvolvimento humano. A participação da empresa representa um passo importante para transformar a política de reinserção social em resultados concretos, oferecendo novas perspectivas de vida para quem busca uma segunda chance.


“Para a EDS Construções, participar desse projeto é motivo de orgulho. Acreditamos que oferecer uma oportunidade de trabalho é também oferecer dignidade e esperança de um novo começo. Ao aderir a essa iniciativa, queremos contribuir para que mais pessoas possam reconstruir suas histórias por meio do trabalho”, disse o empresário Edgilson Santos.

Por: Ascom FIER

Categorias
CONSTRUÇÃO CIVIL

Setor da Construção defende debate sobre fim da escala 6X1 em vídeo

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) divulgou nesta terça-feira (10) um vídeo sobre a proposta de mudança na escala de trabalho 6X1 que tramita no Congresso Nacional. No posicionamento, a entidade defende um debate mais amplo e responsável sobre a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais no Brasil na PEC proposta pelo Governo Federal.

Para o setor da construção, a mudança pode afetar diretamente “a produtividade, os custos da mão de obra, a competitividade das empresas e a geração de novos postos de trabalho”. E criar desafios tanto para indústria quanto para geração de emprego e o poder de compra no país.

Assista aqui o vídeo: https://youtube.com/shorts/QYtwZc3iOqg?feature=share

“Em um país que ainda enfrenta desafios como baixa produtividade e alto custo de encargos trabalhistas, medidas isoladas podem trazer consequências negativas para empresas e trabalhadores”, apontou a CBIC no seu posicionamento. A entidade afirma estar aberta para construir um diálogo em torno da pauta para buscar equilíbrio e desenvolvimento econômico para o Brasil.

Por: Agência CBIC